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POESIAS DE MAURÍCIO TOMAZINI

º AMIZADE DE GAUDÉRIO
º ESSA PRENDA
º UM GAÚCHO SEM DESTINO

AMIZADE DE GAUDÉRIO

Vem pra cá, te achegue gaúcho
Te abaguala neste poncho sovado
Seja guapo no ofício de amigo
Nesta amizade de gaudério eu trago
Esta marca de gaúcho antigo
Como tantos extraviados pelo pago,

Na ausência de algum parceiro
Não cabresteie tua mágoa
Nem acolheres tua tristeza, irmão
Esvazie pra alguém o teu peito
Mande embora esta xucra solidão
Ainda redomona em teu leito.

Vem, te aprochega gaudério
Não tenhas medo de conversar
Não estás sozinho nesta jornada
Diga peão, que aqui te espero
Como um soltar de invernada
Sem muito jeito, porém sincero.

No mate campeiro que tomas
Qual gesto mais amigo que este
A cuia nesta roda armada
Alegria estampada em sorrisos
Mateando em qualquer morada
Tu segues fazendo amigos.

Não sei se tu vais gostar
Do que vou agora te falar
No guasta dialeto gaúcho
Não aceite cabresto da tristeza
E não te micha gaúcho
Nestas andanças não aceite moleza,

Num gesto da amizade existe
Um coração a pulsar calado
Cruzo campos sem cansar
Nesta vida sem ser matreiro
Sempre uma mão amiga a pairar
Num rancho pobre de algum campeiro.

Topo

¤¤¤¤

ESSA PRENDA

Prenda mais linda que Deus criou
Grande guria, encanto e formosura
Tens a magia, em beleza e ternura.

Prenda trigueira sou teu fã
Pro teu rosto, lanço olhares
Miro teu corpo, quando passares.

Prenda danada me fez te amar
Coração apertado, num pranto de dor
No rosto estampado, soluços de amor.

Prenda querida num destes fandangos
Quando te vejo, tu estás a rodar
Realizo o desejo, de contigo dançar.

Prenda parceira de tão saudosa
Amor tão bonito, encanto e magia
Grande feitiço, em mim contagia.

Prenda de sonhos alegria carregas
Sempre te espero, pra te ver passar
O que mais quero, é te namorar.

Prenda amada como te quero
Passear contigo, campo afora
Fica comigo, não vá embora.

Prenda faceira espero um dia
Em versos que faço, minha madrinha
Num terno abraço, tu sejas minha.

Topo

¤¤¤¤

UM GAÚCHO SEM DESTINO

No fogo do rancho
Aquento o mate
Amadrinho a sorte
No braseiro da vida
Esta xucra realidade
Em grande simplicidade
Que o tempo dá a partida.

Ah, meu amigo
Por aí vou seguindo
A esmo pelos rincões
Talvez procure diversão
Nestes bailes de estrada
Vou sem montar parada
E nos braços da solidão.

Quanto tempo tive
Ou que ainda me resta
Nesta longa cavalgada
Na busca de meus ideais
Traço tentos em ilusões
Boto freio nas emoções
Peleando cada vez mais.

A experiência me diz
Te vai gaúcho guapo
Pensa bastante teu rumo
Tudo isto é um ensino
Um grande aprendizado
No qual és batizado
E exerce desde menino.

Topo

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